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Estes versos foram escritos por um rapaz magrelo e pálido. Intitulam-se “Versos íntimos” e se tornariam o primeiro pilar de sua única obra, “EU”. Eis que surge, então, no cenário da literatura nacional, um expoente singular, Augusto dos Anjos. Augusto dos Anjos não teve sorte na vida, ninguém o compreendeu, ninguém o reconheceu. Passados 87 anos da sua morte, a verdadeira grandeza do poeta vem à tona com a publicação da mais completa obra já feita, “Eu e Outras Poesias”, publicada pela Bertrand Brasil, com 217 poemas. Embora suas poesias tenham sido escritas há quase cem anos, os temas nela retratados continuam mais atuais do que nunca. A indiscutível força literária de Augusto dos Anjos o coloca no mesmo patamar de poetas como Edgard Allan Poe e Charles Baudelaire. Eles introduziram, cada qual em seu país, toda uma temática centrada na dor universal, na solidão, na amargura, crise existencial e perplexidade diante das injustiças da vida.