Pular para conteúdo principal
Página inicial da Casas Bahia
Conteúdo principal
casasbahia.com.brLivrosLiteratura NacionalRomance

Livro - O Homem Que Odiava a Segunda-Feira

(Cód. Item 120993)

Outros produtos Editora Global

Vendido por Cliquebooks e entregue por Casas Bahia

por R$ 53,93

ou em até 5x de R$ 11,44 com juros (1.99% a.m)

Carnê Digital

Parcele suas compras em até 24x no Carnê Digital.

Na porta da livraria, um homem distribui folhetos amarelos convidando para uma reunião.

Objetivo: extinguir do calendário as segundas-feiras, esse dia nefasto no qual todos os males da semana (e da vida) começam.

Prova científica? O estranho vírus denominado Monday-Monday, de sintomas incertos e amplitude universal.

Mas como eliminar um dia da semana? Consultas a advogados, na tentativa de esclarecer da existência de alguma lei a respeito. Desilusões, frustrações.

A segunda-feira, espécie de bode expiatório das angústias, recalques e desavenças humanas, marca com a sua presença inquietadora os cinco contos de O Homem Que Odiava a Segunda-feira.

Contos absurdos (talvez não tão absurdos como o cotidiano, se bem pensarmos), situações de delírio, metáforas e alegorias da realidade, à sombra da aziaga segunda-feira.

O homem que mantém diálogo com uma formiga; a caixa de correio que engole mãos; a idéia de corpos com partes removíveis, permitindo se retirar ora uma perna ora a barriga.

A estranha situação de pensar e emitir sons sem qualquer sentido, como se falasse um idioma bárbaro ou estivesse sendo dublado, e a descoberta final de não entender mais a língua que falava (KersgatoiNula! KersgatoiNula!).

Sátira às novas gerações, à linguagem contemporânea, incorporando estrangeirismos grotescos? Pode ser.

Mais evidente é a perda da identidade e suas conseqüências alucinantes, em As Cores das Bolinhas da Morte.

Sátiras, humor negro, sarcasmo, revolta com o cotidiano, culpa da segunda-feira. Que seja extinta.

E se a felicidade ou mesmo uma precária tranqüilidade seja impossível assim mesmo, que se acabe também com a terça, a quarta, a quinta, a sexta, o sábado.

Que a vida seja reduzida a um perpétuo domingo ou que tudo se acabe numa nefasta segunda-feira.