Pular para conteúdo principal
Página inicial da Casas Bahia
Conteúdo principal
casasbahia.com.brLivrosLiteratura NacionalRomance

A Mão Invisível e a Mão Visível: O Encontro entre a Economia e a Ética Judaica

(Cód. Item 1582631331)

Outros produtos Simplíssimo

Vendido por UMLIVRO e entregue por Casas Bahia

por R$ 39,90

ou em até 4x de R$ 10,48 com juros (1.99% a.m)

Carnê Digital

Parcele suas compras em até 24x no Carnê Digital.

Em hebraico, economia se diz kalkalah, palavra cuja raiz remete ao verbo kilkel, que significa sustentar, manter, nutrir. Em português, a palavra tem outra genealogia, igualmente reveladora, pois vem do grego oikonomia, literalmente as regras da casa. Não deveria, portanto, causar surpresa perceber que as escrituras judaicas, do Tanach (a Bíbila) à Mishná, do Talmud aos códigos posteriores, se ocupem tão intensamente desse tema. Afinal, o judaísmo é mais do que uma religião. É uma cultura, uma civilização, um modo de estar no mundo, e como tal precisa oferecer diretrizes sobre como sustentar a vida e cuidar das nossas casas, entendidas tanto em sentido estrito quanto como a casa maior que é a comunidade. A ciência econômica, na forma sistematizada como a conhecemos hoje, é recente. Tem pouco mais de dois séculos desde que Adam Smith publicou A Riqueza das Nações. As questões que ela procura responder, no entanto, aquelas que envolvem pessoas, trocas e riquezas, escassez e abundância, cooperação e conflito, existem desde os primórdios da história humana. Eu particularmente acho extremamente interessante constatar como os dilemas com os quais lidamos hoje, quando discutimos seleção adversa em um mercado de seguros ou o problema do carona em um acordo climático, já apareciam, com outra linguagem e outras vestimentas, nas páginas do Talmud e nas leis da Torá. É nessa ponte que Fabio se detém neste livro, e o faz com sagacidade e sensibilidade. Ao colocar lado a lado conceitos modernos da ciência econômica e a sabedoria milenar judaica, ele nos lembra, ao mesmo tempo, duas coisas importantes. A primeira é que a natureza humana permaneceu essencialmente a mesma desde a Criação, e que as perguntas fundamentais sobre justiça, confiança, tempo e valor são verdadeiramente universais. A segunda é que tanto a economia quanto a tradição judaica, cada qual à sua maneira, tratam da mesma matéria-prima: a vida humana em comunidade. Ao percorrer os capítulos deste livro, o leitor te