Alejandra Kamiya, criadora de uma das estéticas mais poderosas da literatura argentina contemporânea, constrói uma coletânea de contos que exploram a conexão entre o animal e o humano, entre o cotidiano e o onírico, entre o falado e o sugerido. E é justamente nesses interstícios que seu estilo aparece, não pomposamente, mas com a precisa modéstia de uma gota d água que perfura todas as superfícies, especialmente o papel.