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Livro - Batuíra: o Diabo e a Igreja

(Cód. Item 161433)

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Esta obra traz episódios até então desconhecidos de um grande pioneiro do Espiritismo em São Paulo: Antônio Gonçalves da Silva "Batuíra", um homem singular que viveu na capital paulista no final do século XIX e início do XX.

Era conhecido por Batuíra, o "velhinho de barbas brancas", notável filantropo e médium curador que nada cobrava pelas curas físicas e mentais que promovia, fossem seus assistidos pobres ou ricos. Suas façanhas mais conhecidas eram a libertação de "loucos" violentos das cadeias.

Se em Batuíra, Verdade e Luz mostramos facetas de sua personalidade, principalmente antes de se tornar espírita, sua conversão e seu enquadramento na época e sociedade em que viveu em fins do século XIX e início do XX, neste Batuíra, o Diabo e a Igreja mostramos nosso pioneiro exclusivamente na sua riquíssima vivência espírita e a ênfase do título é para retratar o acerbos combates que teve de travar com lideranças católicas em defesa de si e da Doutrina que abraçara com tanta fé e denodo.

Batuíra consumiu toda sua fortuna pessoal na obra caritativa que mantinha junto à Instituição Cristã Beneficente "Verdade e Luz" e o jornal do mesmo nome, que circulou de 1890 a 1909, em que se defendia dos ataques do Clero, em especial das Exmas.

Damas de Caridade da Diocese de São Paulo. Seu pioneiro e destemido Jornal Verdade e Luz, com tiragens de até 15.000 exemplares, foi verdadeiro defensor e propagador do Espiritismo no Brasil.

Uma das figuras mais expressivas da História do Espiritismo, Batuíra imortalizou nos arredores do bairro Lava pés em São Paulo a Rua do Espírita. Fosse ele católico, não faltariam milagres em seu currículo para canonizá-lo.

Como não o foi, o Diabo rondava-lhe os calcanhares. Saravá ou Amém? Nenhum dos dois. Batuíra foi e será sempre Verdade e Luz.