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Este poeta e cronista nasceu em Minas Gerais, na cidade de Itabira, em 1902. Estudou em Belo Horizonte e em Nova Friburgo, se formou em farmárcia, mas foi escrevendo que se realizou. Sua primeira obra poética publicada foi ''Algumas Poesias”, em 1930, e não parou mais, muitos de seus livros foram traduzidos para outras linguas.
Em suas obras você consegue acompanhar a evolução dos acontecimentos, suas poesias revelam os problemas do mundo, durante a Segunda Guerra. Ele soube analisar o homem moderno e seus sentimentos, e o seu modo de escrever sobre o assunto variava entre a sensibilidade e a ironia.
Nas telinhas Drummond já foi interpretado por Carlos Gregório e Pedro Lito no filme ''Poeta de Sete Faces'', em 2002, e por Ivan Fernandes na minissérie ''JK '', em 2006.
Esta obra foi publicada em 1945, e para entendê-la melhor é necessário lembrar-se dos acontecimentos daquela época, com exemplo a Segunda Guerra e também a ditadura Vargas no Brasil, pois Drummond consegue captar o sentimento, a dor, amor e agonia vivenciada na época.
''A Rosa do Povo’’ é um livro que descreve o poderoso olhar sobre a Segunda Guerra, a cisão ideológica, a vida nas cidades, o amor e a morte. Uma obra com 55 poemas, este livro fez com que o autor mineiro fosse reconhecido como um dos melhores escritores de poesia de língua portuguesa no século XX.
Aqui você tem um pouco da personalidade do poeta, a família e seu cotidiano revelado, uma obra considerada por muitos como uma da melhores de Drummond.
A Companhia das Letras formou um conselho consultivo para selecionarem os títulos que fazem parte da Coleção ''Carlos Drummond de Andrade'', e também para escolherem os nomes mais brilhantes de uma nova geração de estudiosos do poeta, para produzirem os posfácios.
Neste livro estão reunidos 15 histórias, que foram escritas de forma emocionante , divertida e usando a “tinta da melancolia”, que fala do Brasil logo que começou a usufruir dos confortos da modernidade.
O autor escreve com delicadeza e inteligência temas relacionados ao cinema, a cidade do Rio de Janeiro, da política do país e dos afetos, sempre retratando o Brasil de seu tempo, são 44 crônicas originalmente publicadas no jornal ‘’Correio da Manhã’’.
Os poemas que fazem parte deste livro apresentam um Drummond mais ‘’clássico’’, que procurar equilibrar o passado e o presente. Fala da brevidade da vida, da memória e do amor através de poemas profundos e metafísicos.
Falando da guerra e dos afetos, do passado familiar e da experiência de viver no Rio de Janeiro, além de especular sobre o lirismo em tempos sombrios, este livro estabeleceu definitivamente a figura do poeta mineiro no panorama da melhor poesia de língua portuguesa no século XX
Publicado em 1945, A rosa do povo é o livro politicamente mais explícito de Drummond. É um poderoso olhar sobre a Segunda Guerra, a cisão ideológica, a vida nas cidades, o amor e a morte.
Tudo isso é observado a partir daquela que então era a capital do país. O Rio de Janeiro, nossa primeira grande cidade cosmopolita, ocupa uma posição privilegiada nos poemas, a ponto de muitos críticos compararem a visão de cidade expressa pelo autor mineiro àquela de Charles Baudelaire (1821-1867), o poeta francês que foi o primeiro grande cantor da experiência urbana. Pois é escrevendo a partir desse Rio de Janeiro que se urbanizava freneticamente, dando as costas ao passado, que Drummond fala da guerra e de seus desdobramentos no continente europeu e presta seu tributo aos milhões de civis que pereceram no conflito, além de refletir sobre a própria possibilidade de expressar todos esses acontecimentos em verso.
Formalmente falando, A rosa do povo é um livro que pertence ao alto modernismo, em que Drummond experimenta o verso espraiado à maneira de Walt Whitman, ironiza o passado literário brasileiro e exercita as mais diversas formas e dicções nos cinquenta e cinco poemas reunidos no volume.
Com sua beleza e profundidade, A rosa do povo traz um Drummond de vasto escopo temático. A personalidade do poeta, a família, o cotidiano e a História comparecem com inaudita força neste livro. Trata-se de um testemunho de suas ideias e afetos num momento da vida em que experimentava a maturidade e já começava a olhar para o passado enquanto captava, como poucos autores, os sinais confusos de seu próprio tempo.