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Este poeta e cronista nasceu em Minas Gerais, na cidade de Itabira, em 1902. Estudou em Belo Horizonte e em Nova Friburgo, se formou em farmárcia, mas foi escrevendo que se realizou. Sua primeira obra poética publicada foi ''Algumas Poesias”, em 1930, e não parou mais, muitos de seus livros foram traduzidos para outras linguas.
Em suas obras você consegue acompanhar a evolução dos acontecimentos, suas poesias revelam os problemas do mundo, durante a Segunda Guerra. Ele soube analisar o homem moderno e seus sentimentos, e o seu modo de escrever sobre o assunto variava entre a sensibilidade e a ironia.
Nas telinhas Drummond já foi interpretado por Carlos Gregório e Pedro Lito no filme ''Poeta de Sete Faces'', em 2002, e por Ivan Fernandes na minissérie ''JK '', em 2006.
Esta obra de Drummond foi publicada originalmente em 1951, e apresenta contos como ''O Sorvete'' e ''O Gerente'', que são obras que cativaram e ainda cativam pessoas de todas as idades, e são verdadeiros clássicos da ficção moderna brasileira.
''Contos de Aprendiz'' é considerado um dos mais importantes trabalhos de Carlos Drummond de Andrade, pois ele não escreveu muitos contos durante a sua carreira, e aqui estão reunidos 15 contos deste grande escritor.
O livro também apresenta contos que demonstram razão e sensibilidade, que são duas características marcantes deste grande mestre.
A Companhia das Letras formou um conselho consultivo para selecionarem os títulos que fazem parte da Coleção ''Carlos Drummond de Andrade'', e também para escolherem os nomes mais brilhantes de uma nova geração de estudiosos do poeta, para produzirem os posfácios.


Um livro que foi escrito durante os anos da Segunda Guerra Mundial e ditadura de Vargas no Brasil, e você pode notar que o autor manifesta a sua opinião com relação ao que acontecia naquela época.

O autor escreve com delicadeza e inteligência temas relacionados ao cinema, a cidade do Rio de Janeiro, da política do país e dos afetos, sempre retratando o Brasil de seu tempo, são 44 crônicas originalmente publicadas no jornal ‘’Correio da Manhã’’.

Os poemas que fazem parte deste livro apresentam um Drummond mais ‘’clássico’’, que procurar equilibrar o passado e o presente. Fala da brevidade da vida, da memória e do amor através de poemas profundos e metafísicos.
Nas quinze histórias reunidas neste livro, o autor transfere para a prosa de ficção algumas das maiores qualidades de sua poesia. E vai além: divertidos, emocionantes, transpirando argúcia e escritos com a “tinta da melancolia”, os contos falam de um Brasil provinciano, que começava a se deslumbrar com os confortos da modernidade
Drummond não escreveu muitos contos ao longo de sua carreira. Daí a importância de um livro como este Contos de aprendiz. Publicado originalmente em 1951 (mesmo ano de Claro enigma), o livro seria a primeira investida em larga escala do autor numa obra de ficção. Antes, publicara a pequena novela “O gerente” (que faz parte do volume) em uma modesta edição.
Os temas dos quinze contos giram praticamente na mesma órbita de grande parte da poesia do autor: o memorialismo, o relato da vida acanhada no interior do Brasil do início do século XX, a observação do cotidiano mais miúdo, uma ironia gentil, a observação - despida de qualquer sentimentalismo - da inevitável passagem do tempo. Tudo arranjado com delicadeza e inteligência.
O autor destes contos busca um estilo ameno, oral-cultivado, em alguns momentos passadista, noutros impregnado de brasilidade. De todo modo, reconhece-se um contista herdeiro dos avanços efetuados pela Semana de Arte Moderna de 1922, principalmente no retrato pouco indulgente da classe média interiorana e no ouvido afiado para o diálogo realista.
Algumas das histórias reunidas neste volume se tornariam verdadeiros clássicos da ficção moderna brasileira, como “A salvação da alma”, “O sorvete” e “O gerente”, cativando ainda hoje leitores de todas as idades. Outras merecem ser conhecidas ou revisitadas, pois atestam a maestria de um autor cujos maiores recursos sempre foram a razão e a sensibilidade.