Por Meio De Uma Rica Argumentação Baseada Em Autores Como Canguilhem, Foucault E Nietzsche, O Livro Demonstra A Necessidade De Uma Articulação De Saberes E De Um Diálogo Entre Biologia, Física, Filosofia, Psicanálise E Outras Especialidades. A Biologia Tem Um Papel Central Nesse Processo, Não Porque Ela É Uma Ciência, Mas Porque Ela Estuda A Vida, Interesse Comum Em Torno Do Qual Todas As Formas De Conhecimento Devem Se Articular. O Conhecimento Sobre A Vida Deve Ser Assumido Como Eixo De Transformações Da Relação Do Homem Com O Conhecimento , Destaca A Autora. Essas Transformações São O Fio Condutor Da Obra, Que Reúne Reflexões Sobre Conceitos Do Campo Da Medicina, Da Saúde Pública E Da Epidemiologia. O Livro Discute E Problematiza A Sociedade Do Risco, A Individualidade, A Alteridade, A Concepção De Doença, A Dualidade Corpo-Mente, O Conceito De Physis E O Pensamento Hipocrático. Revaloriza-Se O Resgate De Um Saber Contemplativo, Que Não Se Baseia Na Separação E Na Fragmentação Do Conhecimento , Resume A Autora.