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Dura para sempre e depois acaba

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Neste romance vencedor do Novel Prize e do prêmio Ursula K. Le Guin de ficção, o inferno está vazio e os mortos caminham sobre a Terra. Embora num primeiro momento ele possa parecer um típico terror zumbi e a narradora se dedique a saciar uma fome implacável por carne humana, os sobressaltos próprios do gênero aqui são mais existenciais que físicos. A morte também é diferente: o contrário exato de uma noite de sono infinito. Os dias da protagonista são preenchidos por histórias de outros hóspedes do hotel onde mora, também mortos-vivos que se esqueceram de muito do que os conectava à humanidade, inclusive de seus nomes. Resistente às convenções de sua nova natureza, ela decide guardar um corvo sob as costelas e partir em uma viagem rumo ao Oeste, em direção ao oceano, atrás do último lugar onde lembra ter sido amada e ter tido sua última centelha de vida. Enquanto avança pelas paisagens do tempo e do espaço fragmentos de um passado ensolarado e ruínas de um presente assombroso , tentando preencher o vazio dentro de si, a personagem vai encontrando e perdendo partes dela mesma pelo caminho: Sinto uma excitação ou algo parecido. Medo? Esperança? O que em mim ainda quer persistir se não há vida a prolongar, nem fome a alimentar? O que em mim quer morrer? . Em um livro que mescla meditação filosófica com um estilo inventivo e afiado, Anne de Marcken apreende o que perdura de mais essencial no humano quando já não há mais tempo, corpo ou até mesmo vida. Com uma prosa lírica e espirituosa vertida para o português com maestria pela poeta e tradutora Angélica Freitas, este livro experimenta a ausência como forma e proporciona ao leitor uma sacudida quase beckettiana ao nos confrontar com a pergunta: o que podemos perder antes de partir? E, depois, o que nos resta?
Marca: Não Informado