Ao entrar na universidade, Mariana entra no movimento estudantil e, quase imediatamente, compromete-se com uma organização política de esquerda, clandestina, de contestação à ditadura que se vivia no Brasil em 1968. Em seguida, a fuga do Brasil, a chegada no Chile, vivendo o “glorioso” governo de Salvador Allende, tornando a fugir, nesse caso, da ditadura de Pinochet. Exílio, perda dos vínculos familiares, da sua vida profissional, o abandono da universidade... Após um casamento que se esgotou, sai pelo mundo, com um filho pequeno pela mão, responsabilidade exclusivamente sua, reinventando sua vida, buscando um caminho. Uma jovem, com seus medos e inseguranças, um redemoinho de sentimentos, com um passado de vida familiar de classe média conservadora, vê-se sozinha no mundo, tendo que transformar suas debilidades em força, perante um sem-fim de adversidades.