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Espelhos gêmeos, pequeno tratado das perversões

(Cód. Item 1559102736)

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Em um remoto 1980, no posfácio de Os faróis invisíveis, quinto livro de poemas de Péricles Prade, eu citava estes versos: ''O vício é medula / de suposto sabor / A ele me devoto / [...] resistindo sempre''. Poderiam ser epígrafe de Espelhos gêmeos. C omentava: ''O vício é também per-versão e in-versão, o contrário do previsível, o solapamento do ‘natural’, do estabelecido e da sequência lógica do discurso'', a propósito de poemas ''povoados de paradoxos, descrições de aberrações, variando desde a perversão manifesta até agressões mais sutis contra aquilo que seria a ordem ‘natural’ das coisas''. Citava Roland Barthes, em Par lui même: ''A Lei, a Doxa, a Ciência não querem compreender que a perversão, muito simplesmente, torna feliz, ou então , mais precisamente, produz um mais: torno-me mais sensível, mais perceptivo, mais loquaz, distraio-me mais etc., e neste mais vem situar-se a diferença (e a partir daí o Texto da vida, a vida como texto)''. E Severo Sarduy, em Escrito sobre um corpo , sobre a ''transgressão do pensamento'': ''A única coisa que a burguesia não suporta, o que a ‘tira dos eixos’, é a ideia de que o pensamento possa pensar sobre o pensamento, de que a linguagem possa falar da linguagem, de que um autor não escreva s obre algo, mas escreva algo''. A evidente atualidade desses comentários atesta a consistência dos dezoito títulos de poesia já publicados por Péricles Prade, mais alguns inéditos e aqueles de narrativas em prosa. Mostram a unidade na diversidade. É inconfundível, mesmo alternando o poema curto, o epigrama, rigorosas disposições gráficas e formas fixas, prosas poéticas e narrativas. E, na produção recente, obras temáticas: a erótica, impressões de viagem, mitos e seus símbolos, as disciplinas e os campos do hermetismo e ocultismo. A intensidade lírica e a expressão do maravilhamento harmonizam-se com a ironia e a sátira. Seus temas e tratamentos interagem e se confundem. Principalmente, é um poeta da palavra, da leitura, da própria poesia, autor de uma grande paráfrase desta indagação vertiginosa apresentada por Octavio Paz (no ensaio Claude Lévi-Strauss ou o novo festim de Esopo): ''se a linguagem e com ela a sociedade inteira: ritos, arte, economia, religião é um sistema de signo s, que significam os signos?''. Enfrentar essa questão, disse ainda o poeta e ensaísta mexicano, é abrir as portas para o ''demônio da analogia'' (é o título de uma prosa poética de Mallarmé). Possuído pelo mesmo demônio, Prade nos traz o inventário

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