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Livro - Claro Enigma - Carlos Drummond de Andrade

(Cód. Item 849270)

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Escritor Carlos Drummond de Andrade

A vida do grande autor Drummond Um dos mais conhecidos e admirados escritores brasileiros!

Este poeta e cronista nasceu em Minas Gerais, na cidade de Itabira, em 1902. Estudou em Belo Horizonte e em Nova Friburgo, se formou em farmárcia, mas foi escrevendo que se realizou. Sua primeira obra poética publicada foi ''Algumas Poesias”, em 1930, e não parou mais, muitos de seus livros foram traduzidos para outras linguas.

Em suas obras você consegue acompanhar a evolução dos acontecimentos, suas poesias revelam os problemas do mundo, durante a Segunda Guerra. Ele soube analisar o homem moderno e seus sentimentos, e o seu modo de escrever sobre o assunto variava entre a sensibilidade e a ironia.

Nas telinhas Drummond já foi interpretado por Carlos Gregório e Pedro Lito no filme ''Poeta de Sete Faces'', em 2002, e por Ivan Fernandes na minissérie ''JK '', em 2006.

''Claro Enigma'' Um livro de poemas de Carlos Drummond de Andrade

“Claro Enigma” é um livro do grande escritor Carlos Drummond de Andrade, e foi publicado originalmente em 1951. Nesta obra o autor adota uma forma mais clássica e relembra o soneto, que havia sido esquecido pelo Modernismo.

Drummond demonstra nas suas poesias as experiências vividas, o modo como ''enxerga'' o que acontece no mundo. Descreve o amor através do seu lirismo no lindo poema ''Amar'', que começa com os versos: ''Que pode uma criatura senão,/entre criaturas, amar?''. Sua terra natal também é lembrada nos poemas cheios de nostalgia, e que relembram episódios antigos de Minas Gerais.

A Companhia das Letras formou um conselho consultivo para selecionarem os títulos que fazem parte da Coleção ''Carlos Drummond de Andrade'', e também para escolherem os nomes mais brilhantes de uma nova geração de estudiosos do poeta, para produzirem os posfácios.

Livro Claro Enigma
Livro Contos de Aprendiz, da coleção Carlos Drummond de Andrade

''Contos de Aprendiz''

Neste livro estão reunidos 15 histórias, que foram escritas de forma emocionante , divertida e usando a “tinta da melancolia”, que fala do Brasil logo que começou a usufruir dos confortos da modernidade.

Livro Fala, Amendoeira, da coleção Carlos Drummond de Andrade

''Fala, Amendoeira''

O autor escreve com delicadeza e inteligência temas relacionados ao cinema, a cidade do Rio de Janeiro, da política do país e dos afetos, sempre retratando o Brasil de seu tempo, são 44 crônicas originalmente publicadas no jornal ‘’Correio da Manhã’’.

Livro A Rosa do Povo, da coleção Carlos Drummond de Andrade

''A Rosa do Povo''

Um livro que foi escrito durante os anos da Segunda Guerra Mundial e ditadura de Vargas no Brasil, e você pode notar que o autor manifesta a sua opinião com relação ao que acontecia naquela época.

Os poemas reunidos neste volume ocupam uma posição singular na obra de Drummond. Aqui o autor parece querer buscar, por meio da retomada de formas clássicas, um equilíbrio entre o passado e o presente. O amor, a morte e a memória são alguns dos temas elaborados por um homem que sempre quis fazer parte do seu próprio tempo. Leitura obrigatória do vestibular da Fuvest.


Publicado em 1951, Claro enigma representa um momento especial na obra de Drummond. Com uma dicção mais clássica, o poeta revisita formas que haviam sido abandonadas pelo Modernismo (como o soneto, modalidade que fora motivo de chacota entre as novas gerações literárias), afirma seu amor pela poesia de Dante e Camões e busca uma forma mais difícil, mas sem jamais abandonar o lirismo e a agudeza de sua melhor poesia. O livro abre com a epígrafe do francês Paul Valéry, “Les evenements m’ennuient” (Os acontecimentos me entediam). Embora eloquente, a citação não corresponde perfeitamente à realidade, pois Drummond não vira completamente as costas para a vida mais pulsante.

Pelo contrário: a experiência aparece em cada verso do livro, ainda que escamoteada por uma lírica que não se entrega ao fácil graças a uma visão algo desiludida do tempo e dos homens. Mas há, claro, espaço para o lirismo do amor, como no célebre poema “Amar”, que começa com os versos: “Que pode uma criatura senão, / entre criaturas, amar?”. A lira romântica de Drummond está bem afinada neste livro, como pode ser comprovado pela leitura de poemas como “Rapto” e “Tarde de maio”.

A mineiridade também é lembrada no livro, em poemas vazados pela nostalgia ou que recontam episódios antigos da terra natal do autor. Claro enigma também conta com “A máquina do mundo” - eleito o melhor poema brasileiro do século XX por um grupo de críticos e especialistas consultados pelo jornal Folha de S.Paulo. Escrito em tercetos, é simultaneamente uma meditação profunda e uma espécie de épica íntima sobre a passagem do tempo e o conhecimento da vida como acontecimento breve e muitas vezes fortuito. Um clássico.