Paisagens repletas de lacunas. Aqui, ora vemos as dualidades previsíveis dos nossos tempos de urbanidade: silêncios versus velocidades, máscaras versus cachorros, guindastes versus bolhas de sabão. Ora estamos de frente às fendas, chamamentos ao onírico – e não seria o sorriso a rachadura ante a assepsia? O sorriso, junto com lembranças esquecidas na pressa, é pinçado pela poesia de Rodrigo Luiz P. Vianna. Em “não era uma cidade”, ele nos revela o ambiente propício para observar, encarar os vãos, testar reconhecimentos. E também para buscar, esse verbo incessantemente humano. Na caminhada pelas cidades, encontramos nostalgias e inquietações. Marca: Não Informado