Publicado originalmente no Reino Unido, Nenhum som é inocente tornou-se um dos textos fundamentais para compreender a improvisação livre e a experiência musical radical do grupo AMM, ativo desde os anos 1960. Neste livro, o percussionista e pensad or Edwin Prévost propõe a ideia de “metamúsica”: uma escuta expandida que entende o som como processo, diálogo e construção social. Entre ensaios, narrativas e notas críticas, o autor revela como a prática da improvisação não é apenas um gesto estéti co, mas também político, capaz de desafiar estruturas de poder e abrir espaço para novas formas de coletividade. A edição brasileira, traduzida por Daniel Pitta e Kino Lopes, inclui notas explicativas, contextualizações e prefácio, oferecendo ao p úblico lusófono acesso a um dos marcos da literatura sobre música experimental e improvisação. Mais do que um manual ou relato histórico, Nenhum som é inocente é um convite a repensar a escuta, a performance e a própria noção de arte em tempos de urgência social.