O livro acompanha o nascimento do cinema no início do século XX, quando as primeiras imagens em movimento ainda eram vistas como curiosidade técnica, mas já despertavam a atenção de educadores, intelectuais e governantes. Desde cedo, a força das imagens mostrou seu potencial para orientar, ensinar e moldar percepções, abrindo caminho para que o cinema deixasse de ser apenas entretenimento e se tornasse uma ferramenta pedagógica. A partir desse ponto, a obra mostra como a escola brasileira começou a incorporar o cinema em suas práticas, primeiro de forma tímida, depois como parte de um esforço institucional. Textos, documentos oficiais e debates da época revelam o interesse crescente por usar o filme como instrumento de formação moral, cívica e científica. O auge desse movimento surge no governo Vargas, quando o Estado assume de vez o controle da produção e difusão de filmes educativos por meio do Instituto Nacional de Cinema Educativo. Em plena Segunda Guerra Mundial, o cinema passa a cumprir uma função estratégica: difundir valores nacionais, disciplinar sensibilidades e unificar discursos. A escola se torna o espaço privilegiado dessa operação. Esta obra revela como as imagens, ao adentrarem o ambiente escolar, ajudaram a construir uma visão de país e de cidadão. Mais do que reconstituir uma história, o livro mostra como o cinema educativo moldou gerações e permanece como peça-chave para entender a formação cultural e política do Brasil. Marca: Não Informado