“Seria impossível citar a multidão de santos que encontraram no rosário um autêntico caminho de santificação. Bastará recordar São Luís Maria Grignion de Montfort, autor de uma preciosa obra sobre o rosário. O rosário é um dos percursos tradicionais da oração cristã aplicada à contemplação do rosto de Cristo. Paulo VI assim o descreveu: ‘Oração evangélica, centrada sobre o mistério da Encarnação redentora, o rosário é, por isso mesmo, uma prece de orientação profundamente cristológica. Na verdade, o seu elemento mais característico — a repetição litânica do ‘Alegra-te, Maria’ — torna-se também ele louvor incessante a Cristo, objetivo último do anúncio do Anjo e da saudação da mãe do Batista: ‘Bendito o fruto do teu ventre’ (Lc 1, 42). Diremos mais ainda: a repetição da Ave Maria constitui a urdidura sobre a qual se desenrola a contemplação dos mistérios; aquele Jesus que cada Ave Maria relembra é o mesmo que a sucessão dos mistérios propõe, uma e outra vez, como Filho de Deus e da Virgem Santíssima’”. — SÃO JOÃO PAULO II Carta apostólica Rosarium Virginis Mariae, sobre o Santíssimo Rosário LOUIS-MARIE GRIGNION (1673– 1716) foi um sacerdote extraordinário, apóstolo destemido e incansável, pregador ardente de amor. Nos apenas dezesseis anos em que foi padre, levou muitas almas à conversão e à penitência, tendo pregado especialmente nas regiões francesas da Bretanha e da Vendeia. Seus escritos influenciaram vários papas, especialmente São João Paulo II. Foi beatificado em 1888 pelo Papa Leão XIII, e canonizado pelo Papa Pio XII a 20 de julho de 1947.