Este Livro Não Pretende Ser Um Investimento Histórico Ou Mesmo Filológico. O Autor Quer Mostrar Como A Obra De Nietzsche, Voltando-Se Para O Legado Grego, Restitui A Cena (Trágica) Daquela Origem, Conectando-A Com A Decadência Do Espírito Trágico. E Ele Faz Isso Pondo Em Cena A Ambígua Relação De Nietzsche Com Sócrates, Concebido Inicialmente Como O Grande Consumador Dessa Decadência. Segundo O Autor, A Origem Do Ocidente Lançou-O Numa Aventura Guiada Pela Hybris Da Razão, Sua Desmedida Ilusão De Servir De Medida, Não Só Para Si, Mas Para A Própria Vida. O Sócrates Da Maiêutica Não Quer Ape Nas Convencer Seu Interlocutor, Mas Vencê-Lo Pelo Raciocínio. Nietzsche, Todavia, Apresenta Também Um Sócrates Musicante, Que Deixa Entrever Uma Outra Verdade: A Razão Não Será Divina, Se Não Souber Dançar. E Este Livro Ensina A Crer Nessa Verdade, Pela Própria Habilidade Hermenêutica Do Trabalho De Seu Autor. Cada Povo E Cada Época Lançam Um Olhar Próprio À Grécia. Existe A Grécia Heróica, Guerreira; A Grécia Política, Onde Nasce A Democracia; A Grécia Dos Pensadores, Do Berço Da Cultura; A Grécia Dos Deuses Nomeados Por Homero E Hesíodo; A Grécia De Um Povo Festivo, Fascinado Pela Música E Pelas Formas, Etc. Modernamente, Winckelmann Defendeu O Caráter Apolíneo De Civilidade; Nietzsche, Ao Contrário, Ressalta A Dinâmica Da Cultura Dionisíaco-Apolínea. Em O Nascimento Da Tragédia Ele Regressa À Origem Do Ocidente. Há Em Nietzsche Uma Postura Arcaizante, Uma Simpatia Pela Vitalidade Dos Gregos. Leia Mais