Como Pensar O Pertencimento Isto É Nosso Modo De Estar No Mundo Quando Uma História Familiar De Migração Perturba A Relação Com O Lugar Em Que Nascemos Que Passado Nos Pertence Quando A Cartografia Das Origens Se Dispersa Que Língua Nos Expressa Quando As Vozes Do Entorno Se Diversificam Que Cultura Nos Identifica Quando As Tradições Se Tornam Plurais E Persistem Alheias Ao Territóriosem Pretender Respostas Definitivas Em O País Que Agora Chamavam De Seu O Escritor Argentino Saúl Sosnowski Indaga Sobre A Singularidade Dessa Experiencia Com Uma Escrita Aprazível De Ritmo Pausado E Emoção Contida O Romance Que Deixa Transparecer Um Viés Autobiográfico Acompanha O Processo Pelo Qual O Personagem Principal Tenta Reconstruir Uma Memória Familiar Disgregada Pelas Escolhas Individuais De Migração Mas Também E Sobretudo Pelas Guerras E Os Conflitos Políticos Que No Século Xx Desviaram Os Destinos Dos Sujeitos E Dos Povos Adensada Pela Diáspora Ancestral Do Povo Judeu Essa Memória Familiar Um Tanto Esquiva Só Pode Vislumbrar-Se De Forma Fragmentária Nos Discretos Relatos Dos Que Migraram Da Europa Para América Latina Ou Algum Outro Destino Na Peculiar Economia Que Marca O Uso Quotidiano De Mais De Uma Língua Idish Hebraico Espanhol Ou Polonês Na Persistência De Rituais Domésticos E Comunitários Que Singularizam Uma Cultura Ou Ainda Na Sobrevida De Alguns Poucos Objetos Que Resistiram Aos Deslocamentos E As Perdas Trata-Se Portanto De Uma Memória Familia