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Esta obra propõe uma imersão analítica no universo das capoeiras Angola e Regional, compreendendo-as como práticas socioculturais complexas que integram corporeidade, musicalidade, ritualidade e ancestralidade. Fundamentado em uma abordagem crítico-interpretativa, o estudo examina os modos pelos quais saberes, técnicas e aprendizagens são produzidos, transmitidos e apropriados no interior das comunidades de prática, articulando-se tanto com processos formativos quanto com a educação escolar prevista na legislação que valoriza a cultura afro-brasileira. A investigação toma como campo empírico dois grupos de referência: o Grupo Iúna de Capoeira Angola, em Belo Horizonte (MG), e a Filhos de Bimba Escola de Capoeira, expressão da Capoeira Regional, em Salvador (BA). Tal recorte possibilita uma análise comparativa sustentada pelos aportes da Antropologia Social de Franz Boas, da etnometodologia de Alain Coulon e da pedagogia crítica de Paulo Freire. O resultado é uma reflexão que evidencia continuidades e distinções entre estilos, destacando a roda como espaço privilegiado de formação, sociabilidade e resistência. Publicada 14 anos após a defesa da dissertação, a obra preserva o conteúdo original, com revisões mínimas, reafirmando sua relevância para os estudos sobre história, cultura e educação. Marca: Não Informado