Capaz de unir o capricho no trato da língua portuguesa e uma fina sintonia com o jeito informal dos botecos e terreiros, Luiz uniu mundos e cruzou fronteiras. Quando este disco foi gravado em meados de 1990 ele já era um compositor respeitado e de sucesso, parceiro de Candeia e Martinho da Vila e autor do épico samba enredo Kizomba, marco do Carnaval de 1988, centenário do fim da escravatura no Brasil. Mas a dimensão mais arrojada de Luiz Carlos foi revelada de fato nesse seu segundo disco, que o colocou no primeiro time dos sambistas. Produzido pelo japonês Katsunori Tanaka , que tantos bons serviços prestou ao samba, Raças Brasil acumula um time de especialistas no assunto de várias gerações. Dentre eles brilha o lendário trio de percussionistas Marçal, Luna e Eliseu, aqui atuando ao lado do então recém revelado Marcos Suzano. Outro destaque é o violão de 7 cordas de Rafael Rabello, que acabava de se recuperar de um grave acidente no braço. Ele desobedeceu ordens médicas, tirou o braço da tipóia e mostrou que continuava o craque de sempre. O show tem que continuar. O samba agradece. Marca: Não Informado