Certamente você já conheceu alguém ou viveu um relacionamento abusivo, talvez pisar em ovos seja parte do seu dia a dia ou de alguém que você ame. Muitas vezesnos vemos no que parece uma prisão, em um relacionamento em que parece nãohaver uma saída, em um infinito ciclo de abusos, de brigas, promessas e retorno àestaca zero. Cada vez mais intenso, cada vez pior! Se culpa e se indaga onde foi queeu errei, como foi que eu não percebi?, Será que dá para tentar de novo?, Quetipo de mulher abandona o relacionamento?, Mas e meus filhos? Inúmeras questõesfazem com que mulheres permaneçam em relacionamentos abusivos, ou mesmodepois do término continuem se submetendo a abusos e manipulações por parte deseus ex-companheiros ou ex-maridos. Apesar de que tecnicamente seja bem simplessolicitar uma protetiva, por vezes muitas mulheres deixam de solicitar, ou acabam porter suas solicitações de medidas indeferidas, ou até mesmo desistem das protetivas jáconcedidas, por questões de natureza familiar, social, por desconhecimento jurídico,mas, sobretudo, por questões psicológicas.Tenho a intenção de auxiliar e esclarecer o maior número de mulheres que se perguntam se estão vivendo um relacionamentoabusivo, ajudando-as a identificá-lo, principalmente aquelas que têm dúvidas seenquadram-se nas formas elencadas na lei de violência doméstica e familiares contraa mulher, Lei Maria da Penha, posto que entendo que só ter um papel não basta, épreciso conhecimento para se libertar das amarras e armadilhas de uma relaçãoabusiva e não repetir os padrões. Tenho como escopo oportunizar que todas asmulheres, independentemente de seu nível de instrução e condições sociais, possamter acesso aos seus direitos e conhecimento para exigi-los se necessário, de forma asair do papel passivo de vítima de violência doméstica e conseguir se assumir comoautoras e protagonistas de suas próprias vidas.
Marca: Ipê das Letras