Com senso de humor e ironia, Mário Lago busca recuperar alguns aspectos menos conhecidos da estranha convivência entre ideologia e cotidiano no Brasil. Conta episódios da sua vida na prisão desde 1964, quando foi detido, a convivência com os carcereiros e os demais detentos. Graças a seu fino poder de observação, o autor faz uma análise politicamente comprometida mas não esquemática da ideologia existente na época da ditadura.