A obra Se um viajante numa noite de poesia apresenta uma construção fragmentada e fluida, que reflete uma poética que oscila entre a introspecção e a exteriorização do sentir. Dividida em três seções principais — "De poesia", "De mar" e "De jardins e noites"—, sugere um percurso sensorial e existencial, no qual o leitor/viajante é conduzido por atmosferas de sonho, reflexão e contemplação da natureza e da experiência humana. Para se entender a obra, pode-se trazer o adjunto adverbial “numa noite de poesia” para próximo da conjunção “se”, formando “Se numa noite de poesia, um viajante...”, propondo uma ação para o leitor e poeta, que se tornam viajantes a se encontrarem na interrogação constante sobre a própria natureza da vida, da poesia e do ser poeta. A poesia aqui presente não se fecha em definições rígidas, mas se movimenta como o próprio mar que tanto evoca — ora suave, ora tempestuosa, sempre viva. Marca: Não Informado