No Início Da Década De 1960, Quase Tudo Estava Sendo Questionado, E Não Foi Diferente Com A Chamada Crítica Literária. Como Acadêmico Ilustre E Leitor Ávido, C.s. Lewis Não Se Furtou À Discussão E, Contrapondo-Se À Ortodoxia De Seus Pares, Propôs Uma Maneira Diferente De Analisar Livros: A Partir Da Experiência De Quem Lê, E Não De Quem Escreveu. O Resultado Dessa Crítica À Crítica Está Nas Páginas De Um Experimento Em Crítica Literária. Com A Fluidez Argumentativa Que Fez Do Autor De As Crônicas De Nárnia Um Comentador Reverenciado Até Pelos Colegas De Academia, A Proposta Inovadora De Lewis Sugere Que A Boa Leitura Envolve Uma Experiência Profunda De Envolvimento Com A Obra E As Propostas De Quem A Escreveu. Ao Ler Bons Livros, Tornei-Me Mil Homens Sem Deixar De Ser Eu Mesmo, Afirma. Sua Noção De Avaliação De Um Trabalho Literário Tem Como Pilar O Compromisso Do Crítico Em Se Despir De Expectativas E Valores Pessoais, E Entrar No Texto Com A Mente Aberta. Clive Staples Lewis (1898-1963) Foi Um Dos Gigantes Intelectuais Do Século Xx E Provavelmente O Escritor Mais Influente De Seu Tempo. Era Professor E Tutor De Literatura Inglesa Na Universidade De Oxford Até 1954, Quando Foi Unanimemente Eleito Para A Cadeira De Inglês Medieval E Renascentista Na Universidade De Cambridge, Posição Que Manteve Até A Aposentadoria. Lewis Escreveu Mais De 30 Livros Que Lhe Permitiram Alcançar Um Vasto Público, E Suas Obras Continuam A Atrair Milhares De Novos Leitores A Cada Ano.