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Viver, Sim. Como Escravo, Não!

(Cód. Item 1571918721)

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Ser escravizado não existia como opção àqueles africanos e africanas que chegaram nessa condição à Amazônia por volta de 1780, para trabalho forçado em fazendas de gado, cultivo de cacau e café na região do Baixo Rio Amazonas, hoje território dos municípios de Alenquer, Curuá, Obidos e Santarém, no Oeste do Estado do Pará. Ser escravizado também não era opção de muitos afrodescendentes como Athanázio, filho de um português com uma angolana, que, em 1821, fugiu do cativeiro da fazenda do major Martinho da Fonseca, na região de Obidos, liderando mata adentro um grupo de 40 negros. Vários caminhos os levaram a conquistar e garantir suas liberdades após as águas bravas (cachoeiras e corredei-ras) dos rios Trombetas e Erepecuru, no atual município de Oriximiná, autolibertação que se iniciou cerca de 100 anos antes da princesa Isabel assinar a Lei Áurea. Até o Alto Rio Trombetas e o rio Erepecuru, alguns seguiram apressados por dentro da mata e tiveram os quilombos Cipotema e Inferno, no rio Curuá, como primeiros abrigos na reconquista da liberdade. Outros fugiram remando forte pelos furos do rio Amazonas e depois pelo rio Trombetas como em uma competição aquática pela vida. Outros, ainda, aproveitaram as praias para fugas. Mas todos os caminhos levavam à liberdade, sob a proteção da floresta e das "águas bravas" da calha do rio Trombetas.
Marca: VALER *